Tabacaria

A Tabacaria segue ocupando um papel estratégico no canal, sendo a maior geradora de tráfego e participação nas vendas das lojas de conveniência. Em 2017, segundo pesquisa realizada pela Nielsen, a categoria contribuiu com 41% do faturamento das lojas do mercado total, o que representou meio ponto percentual acima do ano anterior.

Os fumantes correspondem a uma parcela expressiva de consumidores no canal conveniência, com alta frequência de visitas às lojas. Pesquisas apontam que mais de 60% dos consumidores que compram cigarros na loja de conveniência também compram produtos de outras categorias, como Bomboniere e Food Service.

A indústria do tabaco vem enfrentando, em esfera global, crescentes desafios que afetam fortemente o resultado de suas atividades, tais como: restrições de propaganda e regras rígidas quanto à exposição de marcas e produtos, aumento de carga tributária, divulgação necessária dos malefícios causados pelo cigarro, queda no número de fumantes, como contrabando e falsificação etc.

Em 2018, a Anvisa aprovou novas regras para a exposição de cigarros nos pontos de vendas. Os varejistas deverão manter os maços de cigarros “o mais distante possível” de itens voltados para o público infantil/ jovem, como: chocolates, balas, chicletes e doces. Além disso, recursos adicionais de merchandising/ marketing não poderão ser fixados nas vitrines ou expositores de cigarros.

Todo esse cenário requer maior atenção da indústria com relação à responsabilidade social e legal.

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Fabricantes

Entre os fabricantes, a Souza Cruz manteve a primeira colocação em share, seguida pela Philip Morris e JTI.

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Liderança

Entre as marcas, a liderança do ranking permaneceu a mesma, com Malboro, Dunhill e Free. Minister, que em 2016 ocupou a 5ª colocação, passou a ocupar o 4º lugar, trocando de posição com Hollywood.

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Mudança

A marca Kent passou a ter seu resultado analisado junto a Free em função da migração de marca, iniciada em 2016.

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Top 10

Na lista dos Top 10, as quatro primeiras colocações foram as mesmas de 2016: Dunhill Carlton, Box/Flip Top; Marlboro Gold Original, Maço; Marlboro Gold Original, Box/Flip Top; e Marlboro Red, Box/Flip Top. A quinta colocação foi de Marlboro Red, Maço, seguida de Minister, Maço, Special.

 

RANKING FABRICANTES - CIGARROS

2016 2017
SOUZA CRUZ 1 1
PHILIP MORRIS 2 2
JTI 3 3
GOLDEN LEAF 4 4
BELLAVANA 5 5

Fonte: Nielsen

RANKING MARCAS - CIGARROS

2016 2017
MARLBORO 1 1
DUNHILL / CARLTON 2 2
FREE / KENT 3 3
MINISTER 5 4
HOLLYWOOD 4 5
LUCKY STRIKE 7 6
DERBY 6 7
LM 8 8
CAMEL 10 9
HILTON 9 10

Fonte: Nielsen

RANKING PRODUTOS - CIGARROS

2016 2017
DUNHILL CARLTON,BOX/FLIP TOP,SOUZA CRUZ 1 1
MARLBORO GOLD ORIGINAL, MAÇO, PHILIP MORRIS 2 2
MARLBORO GOLD ORIGINAL, BOX/FLIP TOP, PHILIP MORRIS 3 3
MARLBORO RED, BOX/FLIP TOP, PHILIP MORRIS 4 4
MARLBORO RED, MAÇO, PHILIP MORRIS 7 5
MINISTER,MACO,SPECIAL,SOUZA CRUZ 6 6
HOLLYWOOD,MAÇO,ORIGINAL,SOUZA CRUZ 8 7
FREE,MAÇO,COMUM,SOUZA CRUZ 5 8
MALBORO BLUE ICE MINT, BOX/FLIP TOP, PHILIP MORRIS 11 9
MINISTER, BOX/FLIP TOP, SPECIAL, SOUZA CRUZ 55 10

Fonte: Nielsen

5,4 trilhões de unidades por ano

“A indústria de cigarros produz, no mundo, cerca de 5,4 trilhões de unidades por ano. O Brasil é o maior mercado latino-americano do produto, com consumo correspondente a 42% do total vendido na América Latina.”

Fonte: site Souza Cruz.

Confira

Regulamentação sobre a exposição de cigarros nos pontos de vendas:

“A diretoria colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira (16/1) proposta de resolução que traz novas regras de exposição e comercialização de cigarros e outros produtos derivados do tabaco (…) A resolução será publicada nos próximos dias e só então entrará em vigor. De acordo com a proposta aprovada, os locais de venda deverão seguir regras mais restritas de exposição das embalagens de cigarros, como manter a maior distância possível entre os maços de cigarro dos produtos destinados ao consumo do público infanto-juvenil, como balas e chocolates.

Os comerciantes também não poderão colocar nenhum recurso de marketing adicional, como cores, sons, iluminação direcionada, entre outros, aos mostruários ou vitrines que expõem as embalagens de cigarro.”

Fonte: “Anvisa aprova novas regras para exposição de cigarros em locais de venda”, Agência Brasil, 16/01/2018.

(*) Os prazos citados na reportagem, que data de janeiro/2018, podem ter sofrido alteração e devem ser consultados diretamente no site da Anvisa (portal.anvisa.gov.br)

CONSUMIDOR DE TABACO

“As mudanças no perfil do consumidor de tabaco já levam também ao desenvolvimento dos chamados Produtos de Nova Geração, como o cigarro eletrônico, vaporizadores, produtos de tabaco aquecido, entre outros. Segundo levantamento do Euromonitor International, nos últimos anos este novo mercado cresceu vertiginosamente, superando a marca dos US$ 6 bilhões anuais.”

Fonte: Souza Cruz

Comércio Ilegal – contrabando:
“As vendas de cigarros ilegais no Brasil atingiram 48% do volume de vendas do produto no país em 2017. O índice é o mais alto já registrado. Em 2016, o contrabando representava 45% das vendas totais de cigarros; em 2015, o nível era de 30%. Os dados são do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP).”

Fonte: Valor Econômico

Comércio Ilegal – falsificação:
“Ainda que minoritariamente, o mercado ilegal de cigarros brasileiro também é formado por produtos falsificados – estima-se que representam 0,4%¹ do total. (…) Em geral, os cigarros falsificados comercializados no Brasil são produzidos em fábricas clandestinas dentro do próprio país. As embalagens tentam reproduzir grandes marcas nacionais, amplamente conhecidas pelo mercado consumidor, como Derby.”

Fonte: Souza Cruz

Comercialização de tabaco

“No Brasil esses produtos estão proibidos desde 2009, quando foi publicada a resolução RDC 46/2009. Esta norma traz as seguintes proibições:
Art. 1º Fica proibida a comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos, e-cigaretes, e-ciggy, ecigar, entre outros, especialmente os que aleguem substituição de cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo e similares no hábito de fumar ou objetivem alternativa ao tratamento do tabagismo.”

Fonte: portal ANVISA.

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